Capoeira

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Eu vim de angola

Eu vim de angola E…
Eu vim de angola A…
Mestre eu venho de longe
Da minha terra natal
Na mala trouxe saudade
E na mão meu berimbau
Eu vim de angola E…
Eu vim de angola A…
Sou um simple capoeira
Não sei onde voi parar
Ao mestre eu peço licença
Para nessa roda eu jogar
Eu vim de angola E…
Eu vim de angola A…
Quem me ensinou
Foi um negro escravo
Que fugiu pra não morrer
Trabalhava noite e dia
Para o seu senhor enriquecer
Eu vim de angola E…
Eu vim de angola A…
As vezes bate saudade
Do meu povo em angola
So o jogo da capoeira
E o berimbau que me consola
Eu vim de angola E…
Eu vim de angola A…
Sou jogador de capoeira
Sou poeta cantador
Na mente eu trago lembranças
E saudade do meu amor
Eu vim de angola E…
Eu vim de angola A…

 Velho Preto

Preto velho saiu da Bahia
Nesse dia ele chorou
Ver capoeira de angola
Nesse dia ele abandonou
A partida foi tão triste
De seus mestres se lembrou
Segurando o seu pranto
A seus mestres ele falou
Me perdoe mestre Pastinha
Me perdoe seu Aberre
Adeus mestres de angola
Capoeira de angola nunca mais vai ter
Chora preto velho, chora
Chora nunca mais vai ver
Chora preto velho, chora
Capoeira de angola nunca mais vai ver
Chora preto velho, chora
Chora nunca mais vai ver
Chora preto velho, chora
Capoeira de angola nunca mais vai ver.

Capoeira no Sangue Capoeira Nago

Sou capoeira no sangue
Capoeira na cor
E por isso que eu sou
Capoeira nago
Nome de uma tribo guerreira
De um povo lutador
Que nas batalhas da vida
Com garra e forca lutou
E é nome de capoeira
De grupo vencedor
Nosso mestre Péquines
Um homem batalhador
Pois e foi ele quem féz
Foi ele quem criou
Esse grupo tão bonito
Chamado de Nago
Sou capoeira no sangue
Capoeira na cor
E por isso que eu sou
Capoeira nago
Tem armada, rasteira
Meia lua e pisão
A capoeira é ligeira
Joga em cima e no chão
Cabeçada da vingativa
E tesoura e arrastão
Capoeira nago
Mora no meu coração

Às vezes me chamam de negro

Às vezes me chamam de negro,
Pensando que vão me humilhar
Mas o que eles não sabem
É que só me fazem lembrar,
Que eu venho daquela raça,
Que lutou pra se libertar,
Que criou o Maculêlê,
E acredita no camdomblé,
E que tem um sorriso no rosto,
A ginga no corpo,
E o samba no pé
Que fez surgir de uma dança,
Luta que pode matar
Capoeira arma poderosa,
Luta de libertação,
Brancos e negros na roda,
Se abraçam como irmãos…
Perguntei ao camará, o que é meu?
O que é meu irmão?
ôô meu irmão do coração camará
O que é meu irmão?
Ô Camará o que é meu….

 Arrancado de Lá Luanda
(Quando Eu Venho de Luanda)

Mestre Toni Vargas 

Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)
O trago meu corpo cansado, coração amargurado,

Saudade de fazer dó
Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)
Eu fui preso à traição trazido na covardia
Que se fosse luta honesta de lá ninguém me trazia
Na pelo eu trouxe a noite na boca brilha o luar
Trago a força e a magia presente dos orixás
Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)
Eu trago ardendo nas costas o peso dessa maldade
Trago ecoando no peito o grito de liberdade
Que é grito de raça nobre grito de raça guerreira
Que é grito da raça negra, é grito de capoeira
Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)
Quando eu venho de Luanda eu não venho só(coro)

O vento que venta no mar

O vento que venta no mar,
Traz a sereia pra me ver cantar…oh!
O vento que venta no mar,
Traz a sereia pra me ver cantar…oh!
Oi o canto que eu canto na roda,
é pro capoeira jogar,
o capoeira é um cabra forte,
que joga versos no olhar,
na cantiga ele manda mensagens,
no coração algo bom tem pra lhe dar,
ele aceita qualquer desafio,
porque não tem medo de lutar,
porque vale a pena correr o risco,
para seu grande amor não abandonar…oh!
O vento que venta no mar,
Traz a sereia pra me ver cantar…oh!